Deus: falta bem pouquinho pra eu acreditar em você
Se esforce só um pouquinho mais
Mas não precisa ser um câncer no colo do útero
Amém
sábado, 10 de setembro de 2011
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
XXXVI
Eles não entendem que não me controlam mais.
Mas, quer saber, se quiser me abandonar, que abandone!
Se quiser ir embora, que vá!
Se quiser me ameaçar, que ameace!
Se quiser bater, que bata!
Tanto quanto melhor, inclusive.
Eu sou dessas que só aprende na marra.
(Mas que vontade de morrê-los todos. Pronto: morri.)
Mas, quer saber, se quiser me abandonar, que abandone!
Se quiser ir embora, que vá!
Se quiser me ameaçar, que ameace!
Se quiser bater, que bata!
Tanto quanto melhor, inclusive.
Eu sou dessas que só aprende na marra.
(Mas que vontade de morrê-los todos. Pronto: morri.)
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
1
Achei um livro incrível e não consigo parar de ler. Amanhã tem GT. Tenho 10 horas pra estudá-lo, sem contar horas de sono. Tenho consciência disso e, mesmo assim, não consigo parar de ler o livro. E quanto mais perto do fim chego, mais tenho necessidade de terminar de ler esse livro. Como pode isso ser tão mais interessante que neoplasias, como? É sete de setembro e leio "Crítica da Razão Tupiniquim". Nada mais apropriado. Ler esse livro me faz sentir no lugar certo, no exato lugar onde eu deveria estar. O GT é um lugar incômodo. A AF vem de um jeito ou de outro e eu devia ter viajado pro Pará. Devia ter ido passar o fim de semana com os tupiniquins, em vez de passá-lo com um livro estadunidense, sobre metástases. De qualquer forma, amanhã tem salgadinhos no GT. E amanhã eu tenho que dar uma nota a mim mesma: zero!
Ao menos pintei as unhas de amarelo... Ao menos pintei as unhas de amarelo...
Ao menos pintei as unhas de amarelo... Ao menos pintei as unhas de amarelo...
XXXV
Quando digo que me apaixono
- O dia todo e todo dia -
Falo de paixão onívora
Que vê beleza no cabelo embaraçado da menina no ponto de ônibus
Que vê beleza no cimento fresco onde pisaram
Que vê beleza em tudo que existe
E que se apaixona por tudo que existe
Parece haver uma beleza universal, em todas as coisas
E esse universo de tudo é uma grande paixão
Dá vontade
- O dia todo e todo dia -
Falo de paixão onívora
Que vê beleza no cabelo embaraçado da menina no ponto de ônibus
Que vê beleza no cimento fresco onde pisaram
Que vê beleza em tudo que existe
E que se apaixona por tudo que existe
Parece haver uma beleza universal, em todas as coisas
E esse universo de tudo é uma grande paixão
Dá vontade
XXXIV
Minha avó me olha espantada:
fixa os olhos em mim e não diz nada
e nisso fica vários minutos
como se nunca me tivesse visto
Minha tia entra em todo cômodo da casa:
menos no meu quarto
fica só na porta, olhando curiosa
eu vendo sua vontade de revirar todo o mistério dele
Meu pai chegou, não falou nada:
devia ter ido vê-lo marchar
no 7 de setembro
não fui porque sou contra
Mentira: não fui porque não quis
E minha mãe, que foi, não liga pra nada
Entra em todo lugar
Olha o que quer e fala o que quer
fixa os olhos em mim e não diz nada
e nisso fica vários minutos
como se nunca me tivesse visto
Minha tia entra em todo cômodo da casa:
menos no meu quarto
fica só na porta, olhando curiosa
eu vendo sua vontade de revirar todo o mistério dele
Meu pai chegou, não falou nada:
devia ter ido vê-lo marchar
no 7 de setembro
não fui porque sou contra
Mentira: não fui porque não quis
E minha mãe, que foi, não liga pra nada
Entra em todo lugar
Olha o que quer e fala o que quer
terça-feira, 6 de setembro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
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