Me sinto uma personagem.
Me sinto minha personagem preferida de alguma série, livro, alguma coisa que eu mesmo faço.
Me sinto um escritor cujos livros eu leio.
Me sinto observador de um museu cujo artista sou eu.
Me sinto na minha estante, entre o Hans e o Dante
Me sinto uma flor na roseira que o eu mesmo plantou.
E se eu for aquele pássaro na janela e, de repente, sair voando?
Talvez eu esteja só sublimando
Talvez eu esteja alucinando
Tem um monte de bichinhos andando pelo meu quarto: Gaya, a terra de Aya.
Fiz meu próprio zoológico
Uma reprodução do meu habitat natural
Onde eu me sinto legal
Até sem tomar nada
Que eu tenho é pena de colocar os livros da minha cabeça no papel
Eu deixo meus bichinhos, os ayanos, todos soltinhos
Soltinhos pra beber meu uísque:
Que tá acabando e só podem ser eles - eu nunca bebo!
sábado, 7 de janeiro de 2012
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
O grande livro da minha infância
Da bibliotequinha do Hospital Albert Sabin.
Lembro-me de acordar no meio da noite e pedir pra minha mãe ir buscar esse livro. E eu passando as páginas com minha mãozinha furada de soro. Eu queria fazer biscoitos de quebrar queixo de criança. Colocar uma ferradura de 7 furos na porta dá uma sorte danada. Como eu amo as bruxas...
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Não quero terminar este poema
As dobras dos meus joelhos estão em carne viva
E pedaços da carne estão nas minha unhas
Porque eu tinha que me ferir
O mundo está todo em cacos
Meu mundo está todo em pó dos cacos do mundo
Que eles usam pra fazer café e tomar ao som de um qualquer da bossa-nova
As palavras são letras
E letras tem natureza
Que muda com a paisagem
Mas agora eu
E pedaços da carne estão nas minha unhas
Porque eu tinha que me ferir
O mundo está todo em cacos
Meu mundo está todo em pó dos cacos do mundo
Que eles usam pra fazer café e tomar ao som de um qualquer da bossa-nova
As palavras são letras
E letras tem natureza
Que muda com a paisagem
Mas agora eu
Assinar:
Postagens (Atom)
